Longevidade

Dá para diminuir o risco de demência?

Sim. A demência não é só genética nem acaso: grande parte do risco é construída ao longo da vida, a partir dos 30, 40, 50 anos. Pressão, glicemia, colesterol, peso, sedentarismo, isolamento e depressão pesam.

Ilustração do tema do post, na identidade visual da CLARHĒ
Dra. Bruna Sartori
Dra. Bruna Sartori CRM 8618 · RQE 7170 ·

Dá. Muita gente acha que a demência é só genética ou azar, e não é: grande parte do risco é construída ao longo da vida. Controlar alguns fatores simples, e conhecidos, diminui de forma significativa o risco de desenvolver demência no futuro.

Os fatores que você pode controlar

Cada um deles, quando mal controlado, aumenta o risco de demência:

  • pressão alta mal controlada;
  • diabetes tipo 2 não controlado;
  • colesterol LDL elevado;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • depressão não tratada;
  • na mulher, a ausência de terapia de reposição hormonal na menopausa, quando indicada.
O que eles têm em comum

Todos agridem o cérebro silenciosamente, por anos, muito antes de qualquer sintoma.

Ouvir e enxergar bem também é prevenção

Uma pessoa que não ouve bem ou não enxerga bem, principalmente depois dos 50 anos, acaba se isolando. E o isolamento social aumenta muito o risco de demência.

Sem conversa e sem interação, o cérebro perde estímulo, fica “preguiçoso” em várias áreas e perde cognição rápido demais. Cérebro que se isola envelhece mais rápido.

Por que treinar perna protege o cérebro

A musculatura da coxa, o quadríceps, é um dos tecidos que mais responde à insulina. Quando você come açúcar ou carboidrato, a insulina funciona como um porteiro que coloca a glicose para dentro das células, e quem mais tem receptor de insulina no corpo são os músculos.

Por isso, pessoas com mais massa muscular tendem a ter:

  • menos resistência à insulina;
  • menos inflamação;
  • menos risco de doenças metabólicas, cardiovasculares e cognitivas.

Muitos pesquisadores já descrevem o Alzheimer como um “diabetes tipo 3”, pelos efeitos que o açúcar elevado no sangue tem sobre o cérebro. Treinar pernas não é só estética nem só força para subir escada: é independência cognitiva.

A demência começa décadas antes

O ponto central

A demência não começa aos 80 anos. Ela começa aos 30, 40, 50 anos, com as escolhas e os cuidados de hoje.

Longevidade não tem nada a ver com viver mais. É sobre chegar lúcido na vida que você está construindo hoje.

Perguntas frequentes

Demência é só genética?

Não. A genética conta, mas grande parte do risco é construída ao longo da vida, por fatores que podem ser controlados.

Com que idade a prevenção deve começar?

A demência não começa aos 80 anos: o processo começa décadas antes, aos 30, 40 ou 50 anos. É nessa fase que o cuidado faz mais diferença.

Por que perder audição ou visão aumenta o risco?

Quem não ouve ou não enxerga bem tende a se isolar, principalmente depois dos 50 anos. O isolamento reduz o estímulo cerebral, e isso aumenta o risco de demência.

Musculação ajuda a proteger o cérebro?

Ajuda. Os músculos, especialmente o quadríceps da coxa, são grandes consumidores de glicose. Mais massa muscular significa menos resistência à insulina e menos inflamação, o que também protege o cérebro.

Este texto nasceu de um vídeo do Dra. Bruna Sartori no Instagram: assistir.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição médica.

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