Dá para diminuir o risco de demência?
Sim. A demência não é só genética nem acaso: grande parte do risco é construída ao longo da vida, a partir dos 30, 40, 50 anos. Pressão, glicemia, colesterol, peso, sedentarismo, isolamento e depressão pesam.
Dá. Muita gente acha que a demência é só genética ou azar, e não é: grande parte do risco é construída ao longo da vida. Controlar alguns fatores simples, e conhecidos, diminui de forma significativa o risco de desenvolver demência no futuro.
Os fatores que você pode controlar
Cada um deles, quando mal controlado, aumenta o risco de demência:
- pressão alta mal controlada;
- diabetes tipo 2 não controlado;
- colesterol LDL elevado;
- obesidade;
- sedentarismo;
- depressão não tratada;
- na mulher, a ausência de terapia de reposição hormonal na menopausa, quando indicada.
Todos agridem o cérebro silenciosamente, por anos, muito antes de qualquer sintoma.
Ouvir e enxergar bem também é prevenção
Uma pessoa que não ouve bem ou não enxerga bem, principalmente depois dos 50 anos, acaba se isolando. E o isolamento social aumenta muito o risco de demência.
Sem conversa e sem interação, o cérebro perde estímulo, fica “preguiçoso” em várias áreas e perde cognição rápido demais. Cérebro que se isola envelhece mais rápido.
Por que treinar perna protege o cérebro
A musculatura da coxa, o quadríceps, é um dos tecidos que mais responde à insulina. Quando você come açúcar ou carboidrato, a insulina funciona como um porteiro que coloca a glicose para dentro das células, e quem mais tem receptor de insulina no corpo são os músculos.
Por isso, pessoas com mais massa muscular tendem a ter:
- menos resistência à insulina;
- menos inflamação;
- menos risco de doenças metabólicas, cardiovasculares e cognitivas.
Muitos pesquisadores já descrevem o Alzheimer como um “diabetes tipo 3”, pelos efeitos que o açúcar elevado no sangue tem sobre o cérebro. Treinar pernas não é só estética nem só força para subir escada: é independência cognitiva.
A demência começa décadas antes
A demência não começa aos 80 anos. Ela começa aos 30, 40, 50 anos, com as escolhas e os cuidados de hoje.
Longevidade não tem nada a ver com viver mais. É sobre chegar lúcido na vida que você está construindo hoje.
Perguntas frequentes
Demência é só genética?
Não. A genética conta, mas grande parte do risco é construída ao longo da vida, por fatores que podem ser controlados.
Com que idade a prevenção deve começar?
A demência não começa aos 80 anos: o processo começa décadas antes, aos 30, 40 ou 50 anos. É nessa fase que o cuidado faz mais diferença.
Por que perder audição ou visão aumenta o risco?
Quem não ouve ou não enxerga bem tende a se isolar, principalmente depois dos 50 anos. O isolamento reduz o estímulo cerebral, e isso aumenta o risco de demência.
Musculação ajuda a proteger o cérebro?
Ajuda. Os músculos, especialmente o quadríceps da coxa, são grandes consumidores de glicose. Mais massa muscular significa menos resistência à insulina e menos inflamação, o que também protege o cérebro.
Este texto nasceu de um vídeo do Dra. Bruna Sartori no Instagram: assistir.
Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição médica.